Capítulo 14
Um Encontro
Inesperado
Demetria tentou se levantar, mas seu tropeço tinha se
tornado numa queda, e agora ela se via rolando ladeira abaixo. Ela abriu sua
boca para gritar, mas resolveu fechá-la de novo assim que neve e folhas mortas
passavam pelo seu rosto e a faziam tossir.
Ela tentava desesperadamente agarrar em algo para evitar sua
queda, mas não tinha força suficiente. Ela pensou que ia cair para sempre, mas
depois da ladeira, o chão parecia nivelado. Ela bateu a cabeça no chão e ainda
consciente, percebeu que estava no meio da estrada, que estava coberta com uma
fina camada de neve. Pelo menos agora os lobos não estavam a seguindo.
Demi se sentia fraca, mas ainda estava consciente. Ela se sentou
na estrada lentamente, ignorando o fato de estar com os joelhos ralados, cheia
de arranhões pelo corpo e uma dor de cabeça horrível. Ainda bem que essa
jaqueta de couro impediu que eu me arranhasse mais, ela disse para si mesma
enquanto tirava a neve das suas roupas.
Um barulho surgiu atrás dela, mas não era de um animal desta
vez. Demetria se virou para ver o que era, colocando os braços na frente dos
olhos para protegê-los do brilho feroz do farol que apareceu na estrada,
cortando a escuridão como uma faca. É melhor eu sair daqui antes que me atropelem,
ela pensou. Demi tentou sair do caminho, mas ainda desorientada pelo o que
tinha acabado de acontecer, não sabia pra que lado ir. Ela reconheceu o som do
veículo, uma moto, que estava vindo bem em sua direção.
Demi prendeu sua respiração, mas na fração de segundo em que
ela esperava pela colisão, a moto parecia frear à sua frente. Ela assistiu a
cena enquanto o motorista da moto lutava para brecar a tempo. A neve fazia a
moto derrapar, o que fez Demetria pensar que em poucos segundos seria
atropelada. E seria tão rápido que ela não teria tempo para fugir.
Mas não foi o que aconteceu. Com um esforço monumental ele
conseguiu frear a moto, que ficou com a roda da frente a apenas alguns
centímetros das pernas da garota. O poderoso motor agora estava silenciado. A
moto tinha parado a tempo.
No momento de silêncio que se seguiu, Demi ouvia apenas sua
respiração, que estava mais forte do que o bater de seu coração apavorado. Ela
estava tremendo e seus dentes batiam de frio e medo.
XxX – O que…? - disse
o piloto, lutando para recuperar sua própria respiração – Demi? É você mesma?
Que diabos você está fazendo aqui fora, no meio da estrada? Eu podia ter te
atropelado!
Antes que ela pudesse imaginar como é que ele sabia seu
nome, as palavras do motoqueiro foram cortadas por outro uivo de lobo que
estava por ali entre as árvores. O motoqueiro tirou seu capacete, e Demi se viu
cara a cara com Joseph, o garoto do shopping. Ele olhou para a floresta,
procurando de onde vinha aquele uivo.
Joe – Vem, sobe na moto... Vou te levar para casa.
Demi não hesitou. Ela se acomodou no largo assento da moto e
colocou seus braços ao redor da cintura do garoto. Assim que sentiu que ela já
estava acomodada, Joseph ligou o motor e seguiu pela estrada em direção às
luzes que brilhavam em Winter Mill.
Demetria nunca tinha andado de moto antes. Foi emocionante
sentir o vento em seu rosto depois de quase ter morrido, ela precisava desse
tempo para respirar. Ela segurava tão forte no garoto que podia sentir suas
mãos se aquecerem aos poucos com o contato do pesado casaco de couro que ele
vestia. Seu coração ainda batia forte, mas seu medo tinha se derretido em
emoção profunda. Aquele garoto era um desconhecido, mas Demi estava confiando
nele para levá-la de volta para casa. E apesar dos olhares tortos de todos, ela
enxergava algo bom nele, ele o inspirava segurança, proteção, algo que talvez
só ela enxergasse.
Joe – Onde você mora? – ela o ouviu falar enquanto eles se
aproximavam da cidade
Demi – Na Lovato’s Bookstore... – ela respondeu, esperando
que o vento não tenha o impedido de ouvir suas palavras
O trajeto tinha durado menos de dez minutos, mas quando a
moto parou, Demi se sentiu como se tivesse durado uma hora. O garoto desligou o
motor e Demi desceu da moto, tirando o cabelo que estava em seu rosto e respirando
fundo mais uma vez.
Joseph parou na frente dela, com os olhos tão expressivos
que Demi não conseguia distinguir o que ele estava pensando.
Joe – Acho que agora estamos quites, certo?
Demi –
Quites?
Joe – Sim… - ele sorriu, e Demi se perdeu naquele lindo
sorriso – Acho que ainda não te agradeci por você ter me defendido no
shopping...
Demi – Não precisa me agradecer, eu...
Joe – O que você estava fazendo sozinha lá na floresta? –
ele perguntou, interrompendo-a – Nunca mais ande por lá sozinha, certo?
Ela tinha estranhado o tom de preocupação na voz de Joseph,
já que ele nem a conhecia direito e não queria que ela fosse para a floresta
sozinha. E além do mais, ela não tinha medo de se perder por lá, já que
conhecia aquela paisagem desde criança.
Demi – Eu estava voltando pra casa, mas já fiz isso milhares
de vezes...
Joe – Ok, mas não faça mais isso, combinado?
Demi – Por quê? – ela perguntou, tentando se lembrar de tudo
o que havia acontecido – Tinham alguns lobos lá na floresta, eles estavam me
perseguindo... Mas também tinha outra coisa... Parecia uma buzina, uma sirene,
não sei direito... Você sabe o que é?
Joseph olhou para longe. Parecia pensativo.
Joe – Eu não sei... Só sei que essa floresta não é segura.
Por favor... Demi, por favor, me promete que não vai entrar nessa floresta de
novo?
Demetria sentiu seu coração saltar. Agora ela já estava
plenamente consciente, tinha ouvido ele a chamar pelo seu nome. Mas como ele
sabe meu nome?, ela pensava, enquanto decidiu que o melhor a se fazer era fazer
essa pergunta a ele.
Demi – Como você sabe meu nome?
Joe – Eu ouvi sua amiga te chamando de Demi no shopping, aí
deduzi que era seu nome... Aliás, gostei do seu nome.
Demi – Obrigada... – ela já se sentia um pouco envergonhada
– E obrigada por ter me trazido pra casa, eu... Eu estava com muito medo,
pensei que aqueles lobos iam me atacar...
Joseph deu um passo à frente na direção dela. Demi perdeu o
fôlego quando ele levantou uma mão e pousou-a calmamente em seu rosto, traçando
um dedo ao longo de sua bochecha, tendo o cuidado de evitar a área onde um
galho tinha a arranhado. O coração de Demetria estava a mil.
Joe – Você não precisa ter medo... – disse a ela suavemente
– Não enquanto eu estiver aqui, nunca que eu estiver por perto...
Ele estava tão perto que Demi podia sentir sua respiração.
Seus olhos pousaram em seus lábios, e ela queria sentir os braços do garoto a
envolverem. Ela estava sem saber o que falar e quando seus olhares se
encontraram, a situação estava tão intensa que quando os dois se deram conta, seus
lábios se juntaram e eles estavam se beijando. Era um beijo calmo, profundo,
que fazia o coração de Demi querer saltar pela sua boca.
Mas então ele parou. Parecia congelado. Ele ficou sem ação e
tudo o que fez foi dar um passo para trás, se virando rapidamente para olhar
para a entrada da livraria.
Joe – Então a moça que é a dona da loja é a sua mãe? – ele
disse tentando mudar de assunto imediatamente
Demi estava sem saber o que fazer, não sabia se conseguiria
olhar para o rosto dele, mas se sentia como se mais nada existisse à sua volta.
Estava claro que ela estava desapontada por ele ter parado o beijo tão
rapidamente, mas ela tentou esconder isso. Aliás, o que tá acontecendo com
você, Demetria? Como é que você beija um estranho e fica desse jeito? Ela não
parava de se fazer mais e mais perguntas, o que aumentava ainda mais a confusão
em sua cabeça.
Demi – Não... A minha mãe morreu quando eu tinha nove
anos... Aquela é a minha tia Katy, irmã do meu pai...
Joseph balançou a cabeça, olhando para a neve e logo após
para a chave da moto em suas mãos – qualquer lugar, já que ele estava tentando
de tudo para tentar não olhar para ela novamente.
Joe – Eu sinto muito... Mas enfim, gosto dela, é uma boa
pessoa...
Ficou mais um instante de silêncio entre os dois, silêncio o
qual nem Joseph nem Demetria ousariam quebrar. Nenhum dos dois podia negar que
tinham gostado do beijo, inclusive, era o que queriam também, mas Joe se sentia
culpado. Culpado por não ter resistido, culpado por ter beijado a moça. Então
ele resolveu quebrar o gelo.
Joe – Bem, acho que agora tenho que ir...
Demetria não queria que ele fosse embora. Ela estava
gostando de estar com ele ali, ele o trazia paz e segurança, e mesmo sendo
quase um desconhecido, Demi tinha que assumir para si própria que se sentia bem
na presença dele. Se ao menos tivesse um
jeito dele ficar aqui...
Demi – Você tava lá na floresta... – ela deixou escapar,
desesperada pra que ele ficasse – Mas porque você tava agora lá na floresta,
sendo que tá de noite e...
Ele olhou pra ela por um segundo e encolheu os ombros.
Joe – É porque eu gosto da luz do luar...
Logo após dizer isso, Joseph colocou seu capacete e subiu na
moto, ligando o motor rapidamente. Um segundo depois ele foi embora, sem sequer
parar para se despedir.
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Divulgandoo!!
Entrem nesses blogs, eles são simplesmente PERFEITOS e a dona deles é mais maravilhosa ainda haha'
Hooy amoores '-'
Perceberam a atmosfera diferente do blog?? Pois é, estamos de layout novo! Sinceramente, fiquei muito orgulhosa desse lay hahah'
E também tenho um avisinho importante... Por motivos pessoais resolvi mudar o nome da fic de Mortal Kiss para One Life, One Choice, que tal?? Aí fiz um novo cabeçalho e talz, achei tudo muito fofo por aqui, sei lá =p
Bem, não sei se voocs perceberam, mas estou feliz! Sim, feliz porque adorei esse capítulo, adorei o lay, o cabeçalho... E também porque tenho 39 seguidoras e alcancei 4000 visualizações! Sério mesmo, estou muito happy por aqui =p
Inclusive escrevi esse capítulo escutando Nightingale e Need You Now >.<
Inclusive ganhei um selinho da linda da SellyMRCLovato, aliás, um selinho muito divoo, obrigada minha gatchenha, posto daqui a pouco *--*
Aah, e por favor, peço aos anônimos que se identifiquem, que nem a Feeh, tudo bem? Assim vou poder saber com quem estou falando hahah'
Enfim, fiquem com as respostas dos comentários here, bitches =p
Beeijos e brigadeiros, amo voocs <3